"Não somos culpados", afirma Fabinho sobre obras pararem
Vereador oposicionista justifica decisão e informa que vai apurar responsáveis por falha em contrato e pagamentos 'indevidos'.
Por Gil CostaRepercussão irritou vereador
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O vereador Fábio Luduvirge (Fabinho Documentos), um dos mais ativos oposicionistas ao prefeito Walter Caveanha na Câmara Municipal, disse em contato com a Mogi Play que a bancada oposicionista está sendo injustamente acusada de ser responsável pela paralisação das obras previstas no Plano de Mobilidade Urbana de Mogi Guaçu. O contrato que prevê o empréstimo de R$ 29 milhões para diversos serviços como; recapeamento, iluminação e ciclovia na Avenida dos Trabalhadores; duplicação da Avenida Brasil; recapeamento da Avenida Clara Lanzi Bueno e construção da Avenida Alíbio Caveanha, entre outros, está ameaçado em virtude da não aprovação por parte da Câmara de uma mudança na cláusula contratual de garantia de pagamento por recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
A proposta de alteração foi barrada pelos vereadores de oposição em sessão realizada na terça-feira (12). Na quinta-feira (14) a Mogi Play apurou junto à Caixa que a instituição não vai realizar o pagamento da última medição dos serviços realizados e que, nos canteiros de obras, operários já foram informados de que as obras vão parar.
O vereador disse que os integrantes da oposição não são responsáveis pela paralisação pois apenas cumpriram seu papel. "A culpa é de quem errou na elaboração do contrato: a Caixa. Ao invés de responsabilizar a oposição a Prefeitura tem que processar o banco e fazer com que eles cumpram o que está no papel", disse Fabinho.
O contrato original do Plano de Mobilidade Urbana foi aprovado pela Câmara e comemorado com pompa pela administração.
Fabinho defende a posição dos vereadores que rejeitaram a mudança, mesmo já tendo aprovado um projeto parecido no passado. "Estamos vivendo uma pandemia, crise econômica mundial e não dá pra ficar alterando contrato, mesmo porque hoje existem outras prioridades maiores que estas obras", pontuou.
O vereador se mostrou muito incomodado com a repercussão da notícia e também com a postura do secretário de obras e viação da Prefeitura, Salvador Franceli, que em um vídeo feito por um cidadão nas proximidades de uma das obras teria responsabilizado os oposicionistas pela iminente paralisação.
CEI
Luduvirge prometeu contra-atacar ao apresentar na próxima segunda-feira (18) um requerimento solicitando a abertura de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar responsabilidades. "Vamos interrogar todos, prefeito e secretários para saber como um contrato que já pagou duas medições vai ser interrompido assim. Se sabiam do erro não deviam nem ter começado as obras sem o aval da Câmara que tem seu voto soberano. Merecemos e exigimos respeito e não a pressão que foi feita com mensagens de Whatsapp", disse em tom indignado. "E agora quem vai devolver o dinheiro que a Caixa já liberou? Alguém tem que ser responsabilizado!", concluiu.
Fabinho acrescentou que pretende que a comissão se debruce em todos os contratos de empréstimos e financiamentos da prefeitura para apurar possíveis irregularidades.
Prefeitura
A Prefeitura informou que aguarda posicionamento oficial da Caixa sobre o pagamento da última medição dos serviços e da continuidade do contrato.