Nova oposição derrota Caveanha e ameça construção de pontes e avenidas
Vereadores contrários a alteração em projeto com a Caixa acusam o executivo de pressão
Por Gil CostaFoto: Internet
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Os vereadores Jéferson Luís, Natalino Toni Silva, Fábio Luduvirge (Fabinho Documentos), Guilherme de Souza Campos, Carlos Nogueira (Kapa) e o presidente da Câmara Rodrigo Falsetti impuseram uma grande derrota ao prefeito Walter Caveanha na sessão realizada na noite de terça-feira (12) ao rejeitar o projeto de lei da Prefeitura que previa alteração na lei que autorizou o município a obter R$ 29 milhões em investimentos para o programa de Mobilidade Urbana da Caixa Econômica Federal.
A Prefeitura alega que uma falha no contrato foi detectada e precisava ser corrigida para não por em risco o contrato com o banco estatal. O projeto rejeitado previa a alteração do artigo 2º da lei municipal 5.174/2018, para destinar como garantia os recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) no contrato.
Os vereadores que restam na base governista, que já foi maioria no início do governo, argumentaram na tribuna sobre a possibilidade de paralisação e de cancelamento de obras já em execução, mas isso não convenceu a oposição que derrubou a proposta por 6 votos a 5.
Segundo a administração municipal a decisão deve provocar a rescisão do contrato para a duplicação da Avenida Brasil, para a construção da Avenida Alíbio Caveanha. para a construção de duas pontes sobre o Rio Mogi Guaçu,e para obras e melhorias na Avenida dos Trabalhadores.
Para Rodrigo Falsetti não há esse risco colocado pelo executivo. “O contrato está assinado, não tem que mudar nada. Aliás se fosse mudar teria que baixar os juros do empréstimo. Isso sim, se a Prefeitura brigar com a Caixa para baixar os juros, como está acontecendo nestes tempos de pandemia, com certeza os vereadores iriam aprovar”, bradou da tribuna da Câmara. Falsetti ainda acusou o executivo de pressionar os vereadores por mensagens de “Whats App”. “Não adianta secretário ficar mandando mensagem acusando vereador de fazer o município perder obras. Nosso papel é fiscalizar e é isso que vamos fazer”, disse em tom exaltado.
Luiz Zanco disse respeitar a decisão dos vereadores de oposição. “O voto é soberano. Cada um tem que votar de acordo sua consciência. Colocamos aqui situações que podem prejudicar a população, mas respeito o voto dos colegas”, afirmou na justificativa.