Sem garantia obras param em Mogi Guaçu.

Mogi Play apurou que verba de empréstimo não será liberada. Prefeitura verifica junto à Caixa.

Por Gil Costa
Sem garantia obras param em Mogi Guaçu.
Duplicação da Av. Brasil está no pacote de obras. Foto: SCS

A Caixa Econômica Federal não vai repassar o valor referente a terceira medição de serviços das obras do Plano de Mobilidade Urbana de Mogi Guaçu. A informação obtida pela Mogi Play é que a rejeição de uma nova cláusula de garantia no contrato firmado entre a Prefeitura e a Caixa impossibilita novos pagamentos. A Prefeitura não confirma a informação e por meio da Secretaria de Comunicação Social disse apenas que “a situação está sendo verificada junto à Caixa”, ao informar que cobra uma posição do banco por meio de ofício.

O valor pendente é de R$ 333 mil e refere-se aos serviços no pacote de obras que inclui a duplicação da Avenida Brasil, a construção da Avenida Abílio Caveanha e melhorias na Avenida dos Trabalhadores. Essa é a terceira medição apresentada. Outras duas, com valores de R$ 547 mil e R$ 1,2 milhão já foram pagas.

A movimentação nos canteiros de obras na manhã desta quinta-feira (14) era pequena e operários ouvidos por nossa reportagem disseram que as obras seriam paralisadas a qualquer momento porque as empresas responsáveis já haviam sido informadas sobre o não pagamento da última medição.  

O imbróglio que envolve o pacote de obras do Plano de Mobilidade Urbana de Mogi Guaçu chegou ao ápice na terça-feira (12). Após tramitar por 70 dias o projeto que solicitava a inclusão do repasse do (FPM) Fundo de Participação dos Municípios como garantia no contrato de financiamento no valor de R$ 29 milhões que a Prefeitura mantém com a Caixa foi rejeitado por 6 votos a 5.

Os vereadores Jéferson Luís, Natalino Toni Silva, Fábio Luduvirge (Fabinho Documentos), Guilherme de Souza Campos, Carlos Nogueira (Kapa) e o presidente da Câmara Rodrigo Falsetti, que atualmente fazem oposição ao prefeito Walter Caveanha, acusaram o executivo de pressão para aprovar o projeto de lei que alterava o dispositivo de garantia do contrato e que a Caixa não podia solicitar tal alteração durante a vigência de um documento já assinado. Recentemente a Câmara havia aprovado projeto parecido, de garantias pedidas pela Caixa, referente ao FINISA, de R$ 10 milhões, para obras viárias, infraestrutura predial, geoprocessamento e compra de caminhões coletores de lixo.