Construrban não cumpre acordo e coletores retomam greve

COLETA DE LIXO

Por Anderson Mendes
Construrban não cumpre acordo e coletores retomam greve
Coletores de lixo de Mogi Mirim entraram em greve pela segunda vez em menos de um mês

Os coletores de lixo da empresa Construrban, contratada da Prefeitura de Mogi Mirim, cruzaram os braços novamente nesta terça-feira (3). Os trabalhadores voltaram a fazer greve porque a empresa não cumpriu o acordo que tinha feito com o sindicato da categoria no dia 13 de junho.

Os coletores paralisaram a coleta de lixo na cidade porque a Construrban não cumpriu com o compromisso firmado com o sindicato da categoria de retomar o plano de saúde dos funcionários, segundo a própria categoria.

Essa é a segunda paralisação dos coletores em menos de um mês. Em junho, eles pararam por atraso no pagamento de salários.

Além do convênio médico, a Construrban assinou um acordo com o Sindicato da Limpeza Pública de retomar o convênio farmácia, de reequipar os caminhões com sinalizadores, como seta e giroflex, providenciar barra de segurança, providenciar adequação do estribo, que deve ter de 59 a 62 centímetros de altura, entre outros pontos.

O sindicato deu prazo até 30 de junho para acertar todos esses pontos.

Segundo um funcionário informou ao MogiPlay, os trabalhadores vão à empresa picar cartão nesta quarta-feira de manhã, mas não pretendem fazer o serviço de coleta de lixo da cidade, se não tiverem uma garantia, de fato, que a promessa feita será cumprida.

Os trabalhadores devem permanecer na sede da empresa até as 10h parados e depois voltar pra casa.

NOTA DA PREFEITURA

A Secretaria de Transporte, Trânsito e Serviços já informou a concessionária sobre a necessidade de regularizar a prestação dos serviços.

A Construrban explicou que está adotando as medidas necessárias, a fim de que os trabalhadores retomem o serviço. A Prefeitura acompanha a situação e notificará a concessionária e aplicará as medidas cabíveis caso o contrato não seja cumprido, por tratar-se de um serviço essencial.

Ainda segundo nota da Prefeitura, o Poder Público Municipal não nada a ver com a briga entre trabalhadores e empresa.